Corantes em alimentos são seguros?  

Corantes em alimentos são seguros?

Presentes em inúmeros alimentos, os aditivos alimentares desempenham funções preservativas ou sensoriais em diversos produtos, além de auxiliarem o processamento na indústria e no lar; são também considerados aditivos os nutrientes, como minerais e vitaminas, que se somam aos teores naturalmente presentes nos alimentos.

Desde o uso do sal, talvez o primeiro aditivo empregado para conservar produtos cárneos, a lista de compostos intencionalmente adicionados aos alimentos processados aumentou; portanto, é compreensível que haja preocupação quanto à segurança de seu consumo. Estima-se que existam algumas centenas de compostos diferentes!

Como cresce a diversidade de alimentos processados disponíveis todos os dias nas prateleiras dos supermercados, nos restaurantes e nas lanchonetes, a exposição do consumidor a corantes, flavorizantes, estabilizantes, aromatizantes, emulsificantes, umectantes, antioxidantes, conservantes, de forma isolada ou combinada, tende a aumentar também.

Para ser empregado em um alimento, o aditivo é submetido a testes químicos e, posteriormente, ensaios toxicológicos com animais experimentais, que verificam eventuais efeitos adversos e cumulativos com risco à saúde. Por este motivo, quando aprovados, só podem ser adicionados aos alimentos obedecendo limites, propostos por órgãos oficiais em cada país; no Brasil, quem regulamenta o uso dos aditivos pela indústria de alimentos é a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Contudo, a exposição a aditivos vem sendo debatida com mais cautela após a constatação de casos de alergia e hiperatividade em crianças e jovens que responderam positivamente quando houve interrupção do consumo de alimentos com corantes sintéticos, de uso regulamentado em diversos países, entre os quais está o Brasil.

Esta suspeita associação -  entre corantes e hiperatividade infantil - foi comprovada em estudos científicos,  parte de um programa de prevenção para reduzir a exposição a substâncias que causam alergia; as conclusões dos estudos, que o comportamento de crianças hiperativas mudou significativamente após a remoção de corantes e aditivos da dieta.

Outro estudo,  envolveu crianças que consumiram uma bebida com benzoato de sódio e corantes artificiais (tais como amarelo crepúsculo e tartrazina)  em concentrações encontradas em confeitos para consumo infantil. Após analisar o comportamento das crianças, os pesquisadores concluíram que dietas com os corantes artificiais ou com benzoato de sódio (ou ambos) resultam em aumento da hiperatividade em crianças das idades estudadas.

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